{"id":762,"date":"2026-07-30T12:20:09","date_gmt":"2026-07-30T15:20:09","guid":{"rendered":"https:\/\/silvestriadvtributaria.com.br\/blog\/?p=762"},"modified":"2026-07-30T12:20:10","modified_gmt":"2026-07-30T15:20:10","slug":"o-fornecedor-mais-barato-pode-custar-mais-com-a-reforma-tributaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/silvestriadvtributaria.com.br\/blog\/o-fornecedor-mais-barato-pode-custar-mais-com-a-reforma-tributaria\/","title":{"rendered":"O Fornecedor Mais Barato Pode Custar Mais Com a Reforma Tribut\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<p>Nas rela\u00e7\u00f5es entre empresas, especialmente quando o comprador est\u00e1 sujeito ao regime regular do IBS e da CBS, o valor apresentado em uma proposta comercial pode n\u00e3o ser suficiente para identificar qual fornecedor oferece a melhor condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O custo de uma aquisi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ser\u00e1 influenciado pelo cr\u00e9dito tribut\u00e1rio gerado na opera\u00e7\u00e3o. Dependendo do regime do fornecedor, da natureza da compra e da forma como o documento fiscal for emitido, uma proposta de menor valor pode produzir um custo efetivo maior para quem compra.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa mudan\u00e7a ser\u00e1 mais percept\u00edvel no mercado B2B porque o comprador poder\u00e1 utilizar cr\u00e9ditos relacionados \u00e0s suas aquisi\u00e7\u00f5es para reduzir os d\u00e9bitos gerados pelas pr\u00f3prias vendas. Para o consumidor final, que normalmente n\u00e3o participa dessa sistem\u00e1tica, o cr\u00e9dito n\u00e3o tem a mesma influ\u00eancia sobre a escolha do fornecedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as empresas, isso significa que a compara\u00e7\u00e3o entre propostas precisar\u00e1 considerar quanto ser\u00e1 pago, quanto poder\u00e1 ser recuperado por meio de cr\u00e9ditos e em que momento esse valor estar\u00e1 dispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho de 2026, essa discuss\u00e3o deixa de ser apenas uma proje\u00e7\u00e3o. A partir de 3 de agosto, empresas do regime regular dever\u00e3o preencher os campos de IBS e CBS nos documentos fiscais eletr\u00f4nicos abrangidos pelo novo cronograma. Os documentos dever\u00e3o conter a al\u00edquota de teste de 1%, formada por 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. Sem o preenchimento correto, a nota poder\u00e1 ser rejeitada pelo sistema autorizador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora 2026 seja um ano de teste e a apura\u00e7\u00e3o tenha car\u00e1ter informativo para quem cumprir as obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, o impacto operacional ser\u00e1 concreto. Sistemas desatualizados, cadastros incorretos e erros na classifica\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es poder\u00e3o impedir a emiss\u00e3o de documentos e afetar faturamento, recebimentos, pagamentos e entregas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agosto come\u00e7a, portanto, a testar n\u00e3o apenas os sistemas das empresas, mas a capacidade de toda a cadeia de fornecedores de operar dentro do novo modelo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O cr\u00e9dito passa a interferir no custo real da compra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No regime regular, os cr\u00e9ditos de IBS e CBS relacionados \u00e0s aquisi\u00e7\u00f5es poder\u00e3o ser utilizados para reduzir os d\u00e9bitos dos mesmos tributos gerados nas opera\u00e7\u00f5es da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, isso aproxima o custo tribut\u00e1rio das decis\u00f5es tomadas pelas \u00e1reas de compras, financeiro e gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Considere uma empresa que receba duas propostas para o mesmo servi\u00e7o. O primeiro fornecedor cobra R$ 100 mil e a opera\u00e7\u00e3o permite o aproveitamento de R$ 7 mil em cr\u00e9ditos. O segundo cobra R$ 104 mil, mas gera R$ 13 mil em cr\u00e9ditos aproveit\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhando apenas para o pre\u00e7o, o primeiro fornecedor parece mais vantajoso. Quando o efeito do cr\u00e9dito \u00e9 considerado, o custo l\u00edquido estimado seria de R$ 93 mil na primeira proposta e de R$ 91 mil na segunda.<\/p>\n\n\n\n<p>O exemplo \u00e9 ilustrativo. O cr\u00e9dito real depender\u00e1 do regime das empresas, do tratamento tribut\u00e1rio da opera\u00e7\u00e3o, das al\u00edquotas aplic\u00e1veis e das limita\u00e7\u00f5es previstas na legisla\u00e7\u00e3o. Ainda assim, ele demonstra porque o valor total da proposta deixar\u00e1 de contar toda a hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 suficiente simplesmente subtrair do pre\u00e7o o cr\u00e9dito indicado na nota.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa precisar\u00e1 considerar quando esse cr\u00e9dito poder\u00e1 ser utilizado, quanto tempo ser\u00e1 gasto para corrigir inconsist\u00eancias e qual \u00e9 o risco de o valor ser alterado posteriormente por cancelamentos, devolu\u00e7\u00f5es ou mudan\u00e7as na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Um fornecedor que apresenta pre\u00e7o baixo, mas emite documentos com erros recorrentes, demora para corrigir notas ou utiliza classifica\u00e7\u00f5es inadequadas pode gerar custos que n\u00e3o aparecem na proposta comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses custos surgem no retrabalho das equipes, no atraso de pagamentos, nas diverg\u00eancias da apura\u00e7\u00e3o e na diferen\u00e7a entre o cr\u00e9dito projetado e aquele efetivamente aproveitado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receber uma nota n\u00e3o significa ter o cr\u00e9dito dispon\u00edvel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A exist\u00eancia do documento fiscal \u00e9 essencial, mas n\u00e3o encerra a an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Complementar n\u00ba 214 estabelece que a apropria\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos deve ser feita separadamente para IBS e CBS e depende da comprova\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o por meio de documento fiscal eletr\u00f4nico id\u00f4neo. Como regra, os cr\u00e9ditos correspondem aos d\u00e9bitos destacados no documento e extintos pelas modalidades previstas na legisla\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto n\u00e3o estiverem implementados o split payment e o recolhimento pelo adquirente, o requisito de extin\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito fica dispensado. Durante essa etapa, a apropria\u00e7\u00e3o estar\u00e1 condicionada ao destaque correto do IBS e da CBS no documento fiscal eletr\u00f4nico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso aumenta a relev\u00e2ncia do per\u00edodo de teste de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Os novos campos come\u00e7ar\u00e3o a revelar quais fornecedores possuem sistemas, cadastros e processos preparados para produzir informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis. Uma falha que hoje parece apenas documental poder\u00e1, com o avan\u00e7o da implementa\u00e7\u00e3o, atrasar ou comprometer o cr\u00e9dito do comprador.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa precisar\u00e1 acompanhar a diferen\u00e7a entre tr\u00eas valores: o cr\u00e9dito estimado na negocia\u00e7\u00e3o, o cr\u00e9dito registrado nas notas recebidas e o cr\u00e9dito efetivamente apropriado na apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando esses valores n\u00e3o coincidem, o impacto aparece no fluxo de caixa e na margem.<\/p>\n\n\n\n<p>O acompanhamento tamb\u00e9m n\u00e3o termina quando a nota \u00e9 registrada. Uma devolu\u00e7\u00e3o, um cancelamento ou uma altera\u00e7\u00e3o posterior pode exigir o estorno do cr\u00e9dito ou a constitui\u00e7\u00e3o de um d\u00e9bito, conforme o est\u00e1gio da opera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, compras, financeiro, fiscal e contabilidade precisar\u00e3o compartilhar as mesmas informa\u00e7\u00f5es. Uma renegocia\u00e7\u00e3o conduzida por uma \u00e1rea sem comunica\u00e7\u00e3o com as demais pode provocar diverg\u00eancias entre aquilo que foi contratado, pago, documentado e considerado na apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Simples Nacional acrescenta uma nova vari\u00e1vel \u00e0s rela\u00e7\u00f5es B2B<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise ganha outra camada quando o fornecedor \u00e9 optante pelo Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 1\u00ba e 30 de setembro de 2026, as microempresas e empresas de pequeno porte poder\u00e3o escolher se desejam manter IBS e CBS dentro da guia \u00fanica ou recolher os dois tributos pelo regime regular. A decis\u00e3o produzir\u00e1 efeitos entre janeiro e junho de 2027. Quem n\u00e3o fizer a op\u00e7\u00e3o pelo regime regular continuar\u00e1 recolhendo IBS e CBS dentro do Simples no primeiro semestre.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando os tributos permanecerem na guia \u00fanica, a empresa optante pelo Simples n\u00e3o poder\u00e1 apropriar cr\u00e9ditos de IBS e CBS relacionados \u00e0s pr\u00f3prias aquisi\u00e7\u00f5es. J\u00e1 o cliente sujeito ao regime regular poder\u00e1 apropriar cr\u00e9ditos correspondentes aos valores dos tributos pagos na aquisi\u00e7\u00e3o, em montante equivalente ao devido pelo fornecedor por meio do Simples.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Caso o fornecedor escolha recolher IBS e CBS pelo regime regular, ele passar\u00e1 a participar da sistem\u00e1tica regular de d\u00e9bitos e cr\u00e9ditos desses tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o significa que toda empresa do Simples que atua no B2B dever\u00e1 optar pelo recolhimento separado.<\/p>\n\n\n\n<p>A escolha depender\u00e1 da estrutura de custos, dos cr\u00e9ditos gerados pelas pr\u00f3prias compras, do perfil dos clientes, da margem, da forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, do impacto sobre o caixa e da capacidade operacional para administrar uma apura\u00e7\u00e3o mais complexa.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, um fornecedor do regime regular n\u00e3o ser\u00e1 automaticamente mais vantajoso para o comprador. Ele pode gerar um cr\u00e9dito maior e, ao mesmo tempo, apresentar um pre\u00e7o mais elevado.<\/p>\n\n\n\n<p>Um fornecedor do Simples pode oferecer um cr\u00e9dito menor, mas continuar sendo competitivo por causa do pre\u00e7o, da qualidade, do prazo, da confiabilidade ou de uma condi\u00e7\u00e3o comercial espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo n\u00e3o deve ser escolher quem gera o maior cr\u00e9dito. A empresa precisa identificar qual fornecedor produz o melhor resultado econ\u00f4mico depois que pre\u00e7o, cr\u00e9dito e demais condi\u00e7\u00f5es da opera\u00e7\u00e3o s\u00e3o considerados.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as empresas do Simples que vendem predominantemente para outras pessoas jur\u00eddicas, a decis\u00e3o de setembro ter\u00e1 tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o comercial. O regime escolhido poder\u00e1 interferir na forma como seus clientes calculam o custo da contrata\u00e7\u00e3o e comparam propostas.<\/p>\n\n\n\n<p>Permanecer com IBS e CBS dentro da guia \u00fanica pode continuar sendo a alternativa mais adequada. Por\u00e9m, essa decis\u00e3o precisa ser sustentada por uma simula\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas pela manuten\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do modelo atual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agosto vai mostrar quais fornecedores est\u00e3o preparados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A obrigatoriedade dos novos campos permitir\u00e1 que as empresas avaliem a maturidade de sua base de fornecedores.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o significa que seja necess\u00e1rio substituir imediatamente qualquer parceiro que apresente dificuldades durante a adapta\u00e7\u00e3o. O primeiro passo deve ser identificar onde est\u00e3o os maiores riscos e impactos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fornecedores que concentram parcelas relevantes dos custos, mant\u00eam contratos recorrentes ou s\u00e3o dif\u00edceis de substituir merecem aten\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria. O desempenho deles pode afetar n\u00e3o apenas o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, mas a continuidade de processos essenciais da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>O acompanhamento deve observar a frequ\u00eancia de documentos rejeitados, o tempo necess\u00e1rio para corrigir erros, a consist\u00eancia das classifica\u00e7\u00f5es e a diferen\u00e7a entre o cr\u00e9dito esperado e o reconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma ocorr\u00eancia isolada durante a adapta\u00e7\u00e3o pode ser corrigida sem grande impacto. Erros repetidos, demora nas respostas e aus\u00eancia de controles indicam um risco mais estrutural.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contratos tamb\u00e9m precisam acompanhar essa mudan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas rela\u00e7\u00f5es comerciais foram formalizadas antes da regulamenta\u00e7\u00e3o do IBS e da CBS e n\u00e3o estabelecem responsabilidades sobre emiss\u00e3o correta dos documentos, prazos de corre\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as de regime ou tratamento de inconsist\u00eancias que prejudiquem cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>A revis\u00e3o contratual n\u00e3o precisa transformar toda falha fiscal em uma penalidade autom\u00e1tica. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 definir quem deve corrigir o problema, quais informa\u00e7\u00f5es precisam ser compartilhadas e em quanto tempo a situa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser solucionada.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ser\u00e1 necess\u00e1rio avaliar como reajustes de pre\u00e7os ser\u00e3o conduzidos durante a transi\u00e7\u00e3o. Um aumento justificado apenas pela mudan\u00e7a das al\u00edquotas pode n\u00e3o refletir o impacto l\u00edquido da reforma, j\u00e1 que cr\u00e9ditos, redu\u00e7\u00f5es e tratamentos espec\u00edficos tamb\u00e9m influenciam o resultado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O split payment torna o momento do cr\u00e9dito ainda mais relevante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outro elemento que dever\u00e1 alterar a rela\u00e7\u00e3o entre compradores e fornecedores \u00e9 o split payment.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse modelo, a parcela de IBS e CBS poder\u00e1 ser segregada e recolhida durante a liquida\u00e7\u00e3o financeira da opera\u00e7\u00e3o. Em vez de todo o pagamento ser direcionado ao fornecedor para posterior recolhimento dos tributos, o valor correspondente ao imposto poder\u00e1 seguir diretamente para a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 gradual, mas a l\u00f3gica do mecanismo j\u00e1 est\u00e1 prevista entre as formas de extin\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos de IBS e CBS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o comprador, essa vincula\u00e7\u00e3o tende a oferecer maior seguran\u00e7a sobre a extin\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito associado \u00e0 opera\u00e7\u00e3o e, consequentemente, sobre a apropria\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o fornecedor, o impacto estar\u00e1 no fluxo de caixa. A parcela tribut\u00e1ria poder\u00e1 deixar de circular livremente pela conta da empresa antes da data tradicional de recolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa diferen\u00e7a precisar\u00e1 ser considerada em negocia\u00e7\u00f5es envolvendo prazos de pagamento, parcelamentos, antecipa\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis e necessidade de capital de giro.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o valor do cr\u00e9dito n\u00e3o ser\u00e1 a \u00fanica quest\u00e3o. O momento em que ele fica dispon\u00edvel tamb\u00e9m interferir\u00e1 no resultado financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Um cr\u00e9dito aproveitado rapidamente pode reduzir o desembolso tribut\u00e1rio do per\u00edodo. O mesmo valor, quando atrasado por uma inconsist\u00eancia documental ou operacional, pode obrigar a empresa a financiar temporariamente uma parcela maior dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A contabilidade precisa participar antes da contrata\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Reforma Tribut\u00e1ria aproxima a contabilidade de decis\u00f5es que ocorrem antes da emiss\u00e3o da nota.<\/p>\n\n\n\n<p>No novo cen\u00e1rio, avaliar o efeito tribut\u00e1rio somente no fechamento mensal pode ser insuficiente. Quando a inconsist\u00eancia for identificada, o contrato j\u00e1 poder\u00e1 estar assinado, o pagamento realizado e a opera\u00e7\u00e3o conclu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise precisa come\u00e7ar com os dados reais das compras e vendas da empresa. A partir das notas fiscais, dos contratos e da composi\u00e7\u00e3o dos custos, \u00e9 poss\u00edvel identificar fornecedores relevantes, estimar cr\u00e9ditos e comparar o impacto de diferentes regimes tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse diagn\u00f3stico permite que a empresa revise pre\u00e7os, contratos e processos antes que os efeitos financeiros sejam plenamente sentidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ajuda a separar situa\u00e7\u00f5es em que um cr\u00e9dito menor realmente compromete a competitividade daquelas em que o fornecedor continua vantajoso por outras raz\u00f5es comerciais.<\/p>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o consultiva n\u00e3o substitui as decis\u00f5es de compras ou da gest\u00e3o. Ela acrescenta informa\u00e7\u00f5es que essas \u00e1reas precisam para calcular o custo real da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando compras, financeiro e contabilidade analisam n\u00fameros diferentes, a empresa pode contratar o fornecedor de menor pre\u00e7o e descobrir depois que assumiu um custo maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando trabalham com a mesma informa\u00e7\u00e3o, torna-se poss\u00edvel comparar o valor contratado, o cr\u00e9dito projetado, o cr\u00e9dito efetivamente aproveitado e o custo operacional produzido por cada rela\u00e7\u00e3o comercial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como a contabilidade entra nesse momento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Reforma Tribut\u00e1ria faz com que a an\u00e1lise cont\u00e1bil precise acontecer antes de decis\u00f5es como contratar um fornecedor, renovar um contrato, definir pre\u00e7os ou alterar condi\u00e7\u00f5es de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Identificar o impacto somente no fechamento mensal pode ser tarde. Nesse momento, a compra j\u00e1 foi realizada, a proposta aceita e o efeito sobre os cr\u00e9ditos, a margem e o fluxo de caixa j\u00e1 come\u00e7ou a acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p>A contabilidade passa a apoiar a empresa na leitura dos dados que sustentam essas decis\u00f5es. Isso envolve analisar compras e vendas, estimar os cr\u00e9ditos de IBS e CBS, comparar regimes tribut\u00e1rios, identificar fornecedores relevantes e avaliar como cada cen\u00e1rio interfere no custo efetivo da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Pigatti, esse trabalho est\u00e1 sendo desenvolvido em diferentes frentes. Para as empresas que precisam de uma an\u00e1lise mais aprofundada, realizamos consultoria em Reforma Tribut\u00e1ria, revis\u00e3o fiscal e planejamento com base nas caracter\u00edsticas reais da opera\u00e7\u00e3o. O objetivo \u00e9 identificar riscos, oportunidades e ajustes necess\u00e1rios antes que as mudan\u00e7as produzam seus efeitos financeiros completos.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os clientes tamb\u00e9m contam com uma plataforma de ensino sobre a Reforma Tribut\u00e1ria, criada para acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o das regras e traduzir as mudan\u00e7as em orienta\u00e7\u00f5es aplic\u00e1veis \u00e0 rotina das empresas. A prepara\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende apenas de uma decis\u00e3o pontual. Ela exige atualiza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua ao longo de toda a transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro elemento importante \u00e9 a qualidade das informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para a gest\u00e3o. Por isso, a Pigatti tamb\u00e9m oferece um BI de apoio gerencial, que re\u00fane dados financeiros, cont\u00e1beis e tribut\u00e1rios para facilitar a an\u00e1lise de custos, receitas, margens e fluxo de caixa. \u00c0 medida que os cr\u00e9ditos e os novos tributos passam a interferir diretamente no resultado, tomar decis\u00f5es com base em informa\u00e7\u00f5es organizadas se torna ainda mais essencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Um sistema tribut\u00e1rio mais sofisticado exige uma gest\u00e3o mais preparada. Empresas que conhecem seus n\u00fameros conseguem simular cen\u00e1rios, identificar desvios e agir antes que o impacto apare\u00e7a no caixa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 dessa forma que a Pigatti est\u00e1 apoiando seus clientes na transi\u00e7\u00e3o: combinando conhecimento t\u00e9cnico, planejamento fiscal, educa\u00e7\u00e3o e dados para que as decis\u00f5es sejam tomadas com mais seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Jornal Cont\u00e1bil. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas rela\u00e7\u00f5es entre empresas, especialmente quando o comprador est\u00e1 sujeito ao regime regular do IBS e da CBS, o valor apresentado em uma proposta comercial pode n\u00e3o ser suficiente para identificar qual fornecedor oferece a melhor condi\u00e7\u00e3o. O custo de uma aquisi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ser\u00e1 influenciado pelo cr\u00e9dito tribut\u00e1rio gerado na opera\u00e7\u00e3o. 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